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“Cité Industrielle” – Tony Garnier

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Tony Garnier designs the plans of an ideal city, called “An industrial city” during his stay at “Villa Médicis” (1899-1904). Published in 1917, it is a milestone in the 20th century history of architecture and urban planning. Tony Garnier will be rebuked many times by the French Academy for not dedicating his full energy to his research project, “Tusculum” which concerned the reconstitution of a Roman city. He dedicated himself instead to avant-garde ideas, by working on his modern city project, designed for about 35.000 inhabitants. The “Industrial City” of Tony Garnier, which can be compared to a city of labor, illustrates the ideas of Fourier. Tony Garnier located it in a place that can be identified as being in Saint-Etienne area (near by Saint-Chamont / Rive-de-Gier), which was heavily industrialized at the beginning of the 20th century. Going against urban conceptions of his time, the architect developed the zoning concept, dividing the city into four main functions: work, housing, health, leisure. The city is located on a rocky headland, the industrial area being clearly separated from it and located down the headland, at the confluence of a river. Four main principles emerge: functionnalism, space, greenery, and high sunshine exposure.

Publicado por Vasco Pinheiro

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Written by studiopostindustrial

April 12, 2011 at 11:37 pm

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“Playtime” – Jacques Tati (1967)

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Written by studiopostindustrial

April 12, 2011 at 11:32 pm

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“Generic City” – Rem Koolhaas (1995)

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Publicado por Vasco Pinheiro

Written by studiopostindustrial

April 12, 2011 at 11:31 pm

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“Manifesto” – Lebbeus Woods (1993)

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“Architecture and war are not incompatible.
Architecture is war.
War is architecture.

I am at war with my time, with history,
with all authority that resides in fixed and frightened forms.

I am one of millions who do not fit in,
who have no home, no family,
no doctrine, nor firm place to call my own,
no known beginning or end,
no ‘sacred and primoridal site’.

I declare war on all icons and finalities,
on all histories that would chain me with my own falseness,
my own pitiful fears.

I know only moments, and lifetimes that are as moments,
and forms that appear with infinite strength, then ‘melt into air’.

I am an architect, a constructor of worlds,
a sensualist who worships the flesh, the melody, a silhouette against the darkening sky.
I cannot know your name. Nor can you know mine.

Tomorrow, we begin together the construction of a city.”

Lebbeus Woods
Publicado por Vasco Pinheiro

Written by studiopostindustrial

April 12, 2011 at 11:10 pm

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“A Cidade” – Hermann Hesse (1910)

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«…Isto vai por diante!», gritou o engenheiro, ao ver chegar já o segundo comboio carregado de gente, de carvão, ferramentas e alimentos. A pradaria brilhava levemente sob a luz amarela do Sol, a alta montanha coberta de floresta surgia na névoa azul do horizonte. Os cães selvagens e os búfalos da pradaria olhavam espantados como no deserto se erguiam trabalho e tumulto, como sobre a terra verde surgiam manchas de carvão, e de cinzas e papel e lata. A primeira plaina guinchou estrídula através da terra espavorida, o primeiro tiro de espingarda detonou, ribombando pelas montanhas, a primeira bigorna ressoou fortemente sob o bater rápido dos martelos. Surgiu uma casa de lata, e no dia seguinte uma de madeira, e outras, e diariamente surgiam novas e, um pouco mais tarde, eram também de pedra…
…Os restos da Câmara, que fora o orgulho do seu tempo, ainda se erguiam para o alto, majestosos, cantados em todas as línguas, bem como um sem-número de ditados dos povos vizinhos, cujas cidades há muito tinham sido abandonadas, e cuja cultura se perdera. Nas histórias infantis de pavores, e nos melancólicos cantos pastoris, ainda surgiam, deturpados e desfigurados os nomes daquela cidade, bem como a antiga sumptuosidade, em formas fantasmagóricas, e havia povos distantes e cultos, cujos tempos, actualmente eram florescentes, que se abalançavam em perigosas viagens de investigação pelas cidades desmoronadas, sobre cujos mistérios os garotos das escolas, em terras distantes, gostavam de conversar. Diz-se que ali havia portões de oiro puro, e túmulos de pedras preciosas, e que as tribos nómadas da região teriam preservado, desde fabulosos tempos imemoriais, restos esquecidos de uma magia milenar. A floresta, contudo, prosseguia a sua descida das montanhas para a planície, formavam-se e extinguiam-se lagos e rios, e a floresta avançava, e ocultava lentamente toda a região, os restos dos velhos muros, das estradas, dos palácios, dos templos e museus, e as raposas e as martas, o lobo e o urso, habitavam a região despovoada. Sobre um dos palácios desmoronados, do qual já não havia pedra alguma à luz do dia, erguia-se um jovem pinheiro, que no ano anterior fora o primeiro mensageiro e precursor da floresta que avançava. Agora, também ele avistava ao longe o tenro avançar.
«Isto vai por diante!», exclamou um pica-pau que martelava no tronco e, cheio de satisfação, observava a floresta avançando e o maravilhoso desenvolvimento sobre a terra…”

Texto completo

Written by studiopostindustrial

April 12, 2011 at 8:12 pm

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“Exodus – the voluntary prisioners of architecture” – OMA (1972)

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“…Exodus, or the Voluntary Prisoners of Architecture, is a series of eighteen drawings, watercolors, and collages produced by Rem Koolhaas, Madelon Vreisendorp, Elia Zenghelis, and Zoe Zenghelis. Animated by a text that reads as a simultaneously factual and fictional scenario for the contemporary metropolis, this dense pictographic storyboard reflects Koolhaas’s earlier stints as a journalist and screenwriter. The project was ultimately the catalyst for Koolhaas’s and his collaborators’ formation of their collective architectural practice, the Office for Metropolitan Architecture (O.M.A.), in 1975.
The title “Exodus” alludes to Cold War West Berlin, a restricted enclave encircled by a forbidding wall—in effect, a prison on the scale of a metropolis, and one in which people sought refuge voluntarily. This image becomes the stage for a new urban culture invigorated by invention and subversion. In The Strip, a pencil–drawn aerial view of the walled city, with its approach corridors extending through the surrounding urban fabric, is superimposed on a photograph of London. Exhausted Fugitives Led to Reception depicts the verbal narrative’s opening scene: a dark wall, tank traps, and trenches mark the threshold of the captive city, with its somewhat ominous thermograms of skyscrapers rising above the wall, while the “exodus” of “voluntary prisoners” marches toward a checkpoint into what Koolhaas describes as “a continuous state of ornamental frenzy and decorative delirium, an overdose of symbols.”
The complex intertwining of images in The Allotments gives meaning to Koolhaas’s phrase “an overdose of symbols.” The peasant figures bent in prayer come from Jean-François Millet’s painting The Angelus (1857-59), but are excised from their context and collaged onto a gridded plinth that runs past a bunker of Tinian marble—the rich material often used by the heroic modern architect Mies van der Rohe. In the background, a surveillance tower rises above the barbed-wire-topped wall. Adding to the complexity, Millet’s figures appear as the reconstituted source of their hallucinogenic rendition by Salvador Dali, in his 1933-35 painting Archeological Reminiscence of Millet’s Angelus. Indeed, Dali’s surreal projections and his so-called “critical-paranoid method” are running subtexts in the Exodus narrative. While O.M.A.’s subsequent work has developed its own trajectory, the graphite and watercolor Park of Aggression—showing a place to act out fantasies of hostility—reveals contemporary influences on the young architects: the orderly composition on a foursquare grid with a diagonal axis recalls contemporaneous work not only by Italian rationalist architects of the 1970s, such as Aldo Rossi, but by the British architect James Stirling…”
Terence Riley

Texto Original

Publicado por Vasco Pinheiro

Written by studiopostindustrial

April 12, 2011 at 7:59 pm

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“Construir, pensar, habitar” – Martin Heidegger (1951)

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“…Parece que só é possível habitar o que se constrói. Este, o construir, tem aquele, o habitar, como meta. Mas nem todas as construções são habitações. Uma ponte, um hangar, um estádio, uma usina elétrica são construções e não habitações; a estação ferroviária, a auto-estrada, a represa, o mercado são construções e não habitações. Essas várias construções estão, porém, no âmbito de nosso habitar, um âmbito que ultrapassa essas construções sem limitar-se a uma habitação. Na auto-estrada, o motorista de caminhão está em casa, embora ali não seja a sua residência; na tecelagem, a tecelã está em casa, mesmo não sendo ali a sua habitação. Na usina elétrica, o engenheiro está em casa, mesmo não sendo ali a sua habitação. Essas construções oferecem ao homem um abrigo. Nelas, o homem de certo modo habita e não habita, se por habitar entende-se simplesmente possuir uma residência. Considerando-se a atual crise habitacional, possuir uma habitação é, sem dúvida, tranqüilizador e satisfatório; prédios habitacionais oferecem residência. As habitações são hoje bem divididas, fáceis de se administrar, economicamente acessíveis, bem arejadas, iluminadas e ensolaradas. Mas será que as habitações trazem nelas mesmas a garantia de que aí acontece um habitar? As construções que não são uma habitação ainda continuam a se determinar pelo habitar uma vez que servem para o habitar do homem. Habitar seria, em todo caso, o fim que se impõe a todo construir. Habitar e construir encontram-se, assim, numa relação de meios e fins. Pensando desse modo, porém, tomamos habitar e construir por duas atividades separadas, o que não deixa de ser uma representação correta. As relações essenciais não se deixam, contudo, representar adequadamente através do esquema meio-fim. Construir não é, em sentido próprio, apenas meio para uma habitação. Construir já é em si mesmo habitar…”

Texto Completo

Publicada por Vasco Pinheiro

Written by studiopostindustrial

April 12, 2011 at 7:44 pm

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